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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sonambulismo

O perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual.
É por seu intermédio que se operam no homem os fenômenos especiais, cuja causa fundamental não se encontra na matéria tangível. (G. XIV 22)(1)
Assim igualmente se explicam certos fenômenos característicos do sonambulismo. (G. XIV 23)(1)
Não seremos nós quem conteste o poder do sonambulismo, cujos prodígios observamos, estudando-lhes todas as fases durante mais de trinta e cinco anos. Concordamos que, efetivamente, muitas manifestações espíritas são explicáveis por esse meio. (L.E., Introdução XVI)(2)
O sonambulismo é um estado de independência do Espírito, mais completo do que no sonho, estado em que maior amplitude adquirem suas faculdades. A alma tem então percepções de que não dispõe no sonho, que é um estado de sonambulismo imperfeito. (L.E. 425)(2)
No sonambulismo, o Espírito está na posse plena de si mesmo. Os órgãos materiais, achando-se de certa forma em estado de catalepsia, deixam de receber as impressões exteriores. (L.E. 425)(2)
Os sonâmbulos nenhuma lembrança guardam do que se passou enquanto estiveram no estado sonambúlico. (L.E. 425)(2)
O sonâmbulo pode ver através de corpos opacos; a matéria nenhum osbstáculo oferece ao Espírito, que livremente a atravessa. (L.E. 429)(2)
Mostra a experiência que os sonâmbulos também recebem comunicações de outros Espíritos, que lhes transmitem o que devem dizer. (L.E. 431)(2)
O desenvolvimento maior ou menor da clarividência sonambúlica depende tanto da organização física quanto da natureza do Espírito encarnado. (L.E. 433)(2)
Há diferença entre o êxtase e o sonambulismo.
O êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma do extático ainda é mais independente. (L.E. 439)(2)
Os fenômenos do sonambulismo natural se produzem espontaneamente e independem de qualquer causa exterior. Mas, em certas pessoas dotadas de especial organização, podem ser provocados artificialmente, pela ação do agente magnético. (L.E. 455)(2)
Pelos fenômenos do sonambulismo, a Providência nos dá a prova irrecusável da existência e da independência da alma e nos faz assistir ao sublime espetáculo da sua emancipação. Abre-nos, dessa maneira, o livro do nosso destino. (L.E. 455)(2)
Pode considerar-se o sonambulismo uma variedade da faculdade mediúnica, ou melhor, são duas ordens de fenômenos que frequentemente se acham reunidos. O sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento, enquanto que o médium exprime o de outrem. Mas, o Espírito que se comunica com um médium comum também o pode fazer com um sonâmbulo. (L.M. 172)(3)
Como os sonhos não passam de um estado sonambúlico natural e incompleto, designaremos as visões que ocorrem nesse estado como visões sonambúlicas, para as distinguir das que se dão em estado de vigília e que chamaremos visões pela dupla vista. (R.E., janeiro de 1858, “Visões”)(4)
Todos vós sois sonâmbulos, no sono ou em vigília, mas em graus diferentes. (R.E., março de 1859, “Conversas familiares de além-túmulo – Sra. Reynaud”)(4)
O estado do sonambulismo espontâneo, no qual se desenvolve, ao mesmo tempo, a mediunidade falante e a vidente, é, com efeito, uma faculdade nova, no sentido em que parece generalizar-se; é um modo particular de comunicação, e que tem sua razão de ser neste momento, mais que anteriormente. (R.E., novembro de 1866, “Sonambulismo mediúnico espontâneo”)(4)
O sonâmbulo natural põe o seu sonho em ação; o sonâmbulo fluídico sente-se imperiosamente atormentado pelo desejo de aliviar os seus irmãos; o sonâmbulo inspirado é o mais ricamente dotado, e nele a inspiração se mantém nas esferas elevadas, quando ela se manifesta espontaneamente. (R.E., fevereiro de 1869, “Bibliografia – História dos calvinistas das Cevenas”)(4)


1. KARDEC, Allan. A Gênese. 
2. _______. O Livro dos Espíritos. 
3. _______. O Livro dos Médiuns. 
4. _______. Revista Espírita.


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