a partir de maio 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Mediunidade de Todos nós

A mediunidade, desde tempos remotos, tem sido companheira constante do
homem, na terra. Ela ocorre sempre na terra, desde épocas imemoriais da
história. Assim, a doutrina consoladora, conquanto tenha em seus tomos
de aprendizado, livro que estude ela com profundidade, somente a isto se
interpõe. Não podemos, se desejarmos ser verdadeiros, alimentar a idéia
de que a mediunidade é exclusivismo do Espiritismo só pelo fato de ter
este, em seu bojo doutrinário, a inefável obra O Livro dos Médiuns, até
por existirem, através de ocorrências lineares, nos veios do tempo,
inúmeros fatos que podem auxiliar-nos nesta assertiva:
1. Moisés, quando da recepção das tábuas da Lei. Registro inefável que
nos trouxe registro moral imarcescível para ontem, hoje e, para o
futuro;
2. Jesus de Nazaré e seus fenômenos mediúnicos que à época
transpareciam milagres mas, que hoje, dadas a informações a nós trazidas
pela espiritualidade, são explicados de maneira mais sensata, como
mediunidade;
3. As inúmeras manifestações mediúnicas descritas, no alvorecer do
cristianismo, em obras como Há 2000 anos, 50 anos depois, Ave Cristo,
Paulo e Estevão e Renúncia, em parceria em nossos inolvidáveis Chico
Xavier e Emmanuel;
4. O fenômeno mediúnico do Pentecostes, quando ocorreu, com os
apóstolos do Cristo, o primeiro fenômeno mediúnico de xenoglossia, com
registro no evangelho;
5. Os fenômenos mediúnicos exaustivamente citados em grandes
codificações espirituais, em voga no mundo atual, que, em sua base,
tiveram em sua criação o aporte filosófico do mundo espiritual superior;
6. Os fenômenos mediúnicos produzidos por grandes místicos do passado,
tais como Francisco de Assis (Vidência, estigmatização, audiência, amor
ao próximo, caridade ) e, Joana D´arc ( vidência, audiência e amor pelo
Cristo, amor pela França e fé em Deus);
7. As curas espontâneas sempre obtidas por benzedeiras e outras filhos
de Deus dispostos ao ato de amar, ocorridas em todas as épocas da
humanidade;
8. A menção quase sempre constante de presenças espirituais, visuais ou
não, citadas em vários processos canônicos de beatificação e
santificação de grandes místicos do passado e, até mesmo do presente,
como nosso amado Cura D´ars;
9. Os fenômenos da bilocação , muitos devidamente documentados em obras
espíritas e/ou de outras denominações religiosas. Citemos aqui, a título
de informação, Frei Galvão e Eurípedes Barsanulfo;
10. Os fenômenos de levitação levados a efeito através do médium São
Cupertino;
11. Centenas de manifestações mediúnicas citadas tanto no Velho
Testamento, quando no Novo Testamento, tais como: Materialização,
xenoglossia, inspiração, vidência, audiência, psicofonia, psicografia,
levitação, cura, Efeito físico;
12. Exemplos mediúnicos de amor, perdão, não violência e
desprendimento, a nós ofertados pelo inesquecível, Mohandas Ghandi e;
13. Exemplos mediúnicos de amor, perdão, despretensão, humildade, amor
ao próximo, desprendimento, ecumenismo, fraternidade, dignidade,
simplicidade, coragem e paz a nós ofertados pela nossas Irmãs Madre
Tereza de Calcutá e Irmã Dulce.
Citados os fatos acima, alguns deles espíritas mas, a maioria
esmagadora desvinculada, na questão do meio de ação, do espiritismo
devemos considerar sempre que, sim, a mediunidade não tem no
espiritismo caráter de exclusividade.
Cabe sim, ao espiritismo, dado o detalhamento com o qual estuda o
processo mediúnico, permanecer na vanguarda do estudo cada vez mais
atuarial deste fenômeno, considerando inclusive estudo de casos de
outras agremiações de Deus, dos quais não tivermos históricos
registrados. Inclusive por termos em nossa caminhada, como auxílio
imorredouro, a companhia da lógica, da razão e do bom-senso.
Neste novo panorama que se abre aos médiuns, cabe-lhes entender,
atualmente, a mediunidade. Não se concebe hoje, tendo em mãos as obras O
Livro dos Médiuns e, outras obras subsidiárias que tratam do assunto,
médium espírita com postura sectária de fundo doutrinário pois, estas
obras abraçam, explicam e clarificam, de maneira insofismável, o caráter
universal e ecumênico da mediunidade. Além disso, como antes da
divulgação da doutrina consoladora, continuam a reencarnar médiuns, sem
prevenção de credo.
Cabe ao médium espírita hoje, com consciência doutrinária em evolução,
ser o elo entre a doutrina espírita e outros veios de teor doutrinário e
não meio de combate sectário, indo contra a vontade do Pai. Mas
conseguirá isto somente se usar, na prática, a Lei do Evangelho. O
médium hoje deve manter-se integrado ao grande mundo de Deus, onde
estarão, sempre, pessoas de inúmeros matizes religiosos entendendo que,
se a terra é de todos, por analogia, a mediunidade estará em todos os
lugares.
O médium espírita do terceiro milênio deve afastar de si qualquer idéia
de isolacionismo religioso, pois a tendência da terra, é a união de
todos os valores vindos de Deus, através de nossos irmãos mais
adiantados na estrada da vida. Deve pautar sua conduta pelo
congraçamento espiritual. É um processo lento, mas inalterável no tempo
e na velocidade. Lembremos que nossa postura enquanto espíritas do novo
milênio, neste complexo em montagem, entretanto, não devem ser da espera
passiva pela ação do outro agrupamento de Deus, mas postura ativa e
persistente, na tentativa, pelas nossas ações práticas, ínsitas e
coerentes com a Lei do Evangelho, de começar a unificação das várias
ovelhas da Casa do Pai.
Médium que se isola na clausura do exclusivismo doutrinário é porta que
se fecha à ação benéfica do mundo superior. Não que eles vão
abandoná-lo. Mas respeitarão o livre-arbítrio. Sigamos os exemplos de
nossos médiuns do amor citados nos itens acima. Abramos mãos de nós para
que seja em nós a luz bendita do Cristo de Nazaré.
Paulo Viotti, com a ajuda dos amigos espirituais
Semíramis Alencar  http://temporecord.wordpress.com

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