Abrahão Ribeiro - Foz do Iguaçu - PR,
No ano 1050 antes do Cristo, a nação israelita já havia chorado a morte do seu líder espiritual – o profeta Samuel. E o rei Saul temendo um conflito político com os filisteus que se agravara aos extremos da guerra, busca orientação por via da interação mediúnica.
Então disse a médium ao rei Saul: vejo deuses que flutuam sobre a terra e vem flutuando um Ser na forma de ancião e está envolto numa capa, entendo perfeitamente Saul que se tratava do Espírito do profeta Samuel... (I Samuel 28. 1 a 20)
Moisés nas suas leis sociais e religiosas promulgadas à nação hebraica havia proibido publicamente a feitiçaria, a magia e a evocação dos espíritos de antepassados (Deuteronômio 18. 9 a 11). Pelas noções da consolidação da moral teocrata de um povo extremamente valoroso em provações árduas e constantes, motivadas pelas lutas com povos vizinhos por espaço territorial, e que fatalmente usaria a permuta com as forças espirituais imperfeitas para fins contrários à fraternidade:vantagens pessoais, supremacia sobre inimigos, e desenfreada caça a tesouros escondidos; costumes estes comuns entre os egípcios. E Moisés depois da retirada daqueles domínios, almejando formar uma nova mentalidade religiosa vetara esta prática às pessoas de sua comunidade – assim como se diz não à criança que brinca com o fogo. Se o legislador Moisés houvera proibido as evocações, é que o fato era possível carecendo primeiramente de educação geral.
Somente os Profetas por já estarem consagrado às noções básicas de espiritualidade, podiam exercer livremente as percepções mediúnicas através de desdobramentos dos sonhos, visões, e até mesmo os rituais secretos com talismãs e amuletos talhados com pedras preciosas de Urim, prática de invocação utilizada pelos sacerdotes do povo hebreu vide Êxodo 28. 15 a 20 e Números 27. 21, e toda orientação que procedia do Clero, que era formado por um conselho de anciãos eram sagrados e considerados de ordem divina: oferendas, holocaustos, sacrifícios corporais; mas mesmo assim as suas idéias eram incompreendidas no meio das massas.
Coincidentemente pela força do destino, e diante de um povo bastante crente na proteção divina; e quando este mesmo povo se vê impossibilitado da presença física do seu Profeta preferido, - fica assim privado da manifestação com os poderes celestes por falta de um medianeiro à altura de intercambiar as forças benéficas do espírito. O seu Governo então lança mão de recursos considerados malditos na época, que era exatamente a consulta aos místicos não credenciados pela organização sacerdotal hebraica, por serem discriminados como inimigos da nação. A escolha coube então à médium da região de En-dor de auscultar a dimensão invisível do extrafísico, e ela pela sua capacidade de vidência tal qual os profetas do Senhor, vislumbrou com os olhos da alma a personalidade espiritual de Samuel que flutuava naturalmente acompanhado por outros guias espirituais, tal a expressão de surpresa da sensitiva no momento da aparição: vejo deuses!... deuses, era o modo como os povos antigos também designavam os bons espíritos, daí a expressão do salmista: “Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses” – Salmo 82. 1 Bíblia sagrada
Por que me inquietas? Fazendo-me vir à superfície terrestre! - pergunta então o espírito de Samuel ao rei Saul.
Sabemos que pelas leis da evolução espiritual todo e qualquer recém-desencarnado se ressente vibratoriamente de mal estar se evocado logo após os primeiros momentos de seu passamento, e principalmente por motivos frívolos e mesquinhos. Um período de refazimento de forças acompanha o ser nas suas transmutações naturais. Há tempo para nascer, crescer, e tempo para morrer. O próprio Jesus, espírito de divina hierarquia celeste, após o seu trespasse físico necessitou além-túmulo de três dias para restabelecer as suas energias espirituais (João capítulo 2, vers. 18 a 22)
Depois das recriminações cabíveis, o espírito de Samuel passou a falar do futuro vaticinando acontecimentos que iriam transcorrer durante a guerra, inclusive a morte do rei Saul naquela temível batalha (I Samuel 28. 19).
Reflexão: opositores da Doutrina Espírita pretendendo incentivar descrédito às manifestações espirituais do além, interpretam esta narração bíblica do livro do profeta Samuel uma falsidade manipulada por “satã” como se essa entidade fosse muito mais capaz que os poderes de Deus, pois ela teria onisciência da necessidade do rei Saul que iria buscar apoio moral para enfrentar a guerra contra os filisteus, estaria onipresente para se apresentar com desenvoltura, e até onipotência para profetizar a morte de Saul e toda a sua família:amanhã tu e teus filhos estareis comigo (I Samuel 28. 19).
Para os religiosos bíblicos intolerantes:A Bíblia é, ou não é, a palavra de Deus? As suas Escrituras não foram divinamente inspiradas? Pois quem escreveu o livro bíblico que descreve esta comunicação não foi o rei Saul; ou teria sido Samuel, que já estava em outra dimensão de vida? O autor, ou conjunto de autores que narram este fenômeno mediúnico do povo hebreu analisa verdadeiramente esta manifestação como um fato real positivo entre os dois planos de vida: material e espiritual.
- Se a Justiça Humana condena a falsidade ideológica: “dos crimes contra a fé pública, código penal brasileiro art 296/305”. Deus o poder absoluto, a perfeição suprema, caso permitisse a presente narração que descortina o sentimento de imortalidade nas pessoas e proclama a soberania de seu poder ilimitado na Natureza, sugestionando a mente das gerações vindouras para uma esperança gloriosa além-túmulo com a possibilidade de intercambio com os que ficaram na existência material. E, lamentavelmente, esta narração tão bela é um “simulacro ?” uma falsidade ideológica que a Onisciência Suprema teria permitido incluir nas páginas das Escrituras do livro sagrado, o Criador estaria induzindo ao erro milhares e milhares de criaturas...
Muitas pessoas que folheiam as páginas da Bíblia necessitam: olhos para ver, ouvidos para entender as suas mensagens...
Deus a perfeição absoluta em todas as coisas, com certeza, a sua Justiça é muito superior à Justiça humana.
A Bíblia para ser palavra irrefutável de Deus, e o autor divinamente inspirado, é quem deveria inserir no seu capítulo: “satã”simulou ao rei Saul através da médium de En-dor ser o espírito do profeta Samuel, caso esta comunicação mediúnica fosse falsa. E, não, religiosos com pouco discernimento no curso dos séculos – os falsos doutores bíblicos de todos os tempos, tentando fazer uma inversão do sentido no seu texto sagrado, semeando dúvidas edesfavorecendo o Poder imensurável de Deus, tal qual os fariseus da época do Cristo que fechavam o portal do conhecimento celeste aos homens, pois nem entravam, e nem permitiam entrar, aqueles que queriam entrar (Mateus 23. 13).
Saduceus (Lucas 20. 27/38) era uma seita da época do Cristo que negava a imortalidade da alma e sua interação com o plano material. Ainda hoje o saduceismo influencia crenças que se proclamam cristãs, mas que compreendem um “evangelho morto” sem espírito redivivo.
O conteúdo da Bíblia que se deve assimilar como norma de vida não são os seus registros de inimizades regionalistas, de ódios raciais, de violências e perseguições coletivas alimentando guerras cruentas ceifando vidas, sob a égide de “deuses furiosos” à frente de exércitos sanguinários, que almejavam o temor sobre os povos no decorrer dos séculos passados. E sim, a sua canção de imortalidadeque se destina não ao corpo carnal, mas sim ao espírito vivificante exemplificado por Jesus “nosso irmão maior” perante a eternidade, e mensagens que revelam um DEUS – Pai celestial que faz iluminar o sol da vida sobre bons e maus, e descer as chuvas da bonança sobre justos e injustos, Pai dos espíritos imortais, Deus espírito cósmico que determina o amor ao próximo regra básica de paz espiritual e que abre os horizontes da vida eterna às suas criaturas, nas muitas moradas celestiais, a todos que o buscam em espírito e verdade.
Referencial para reflexionar: João 20. 17 # Mateus 5. 16 e 5. 45 # Hebreus 12. 9 # I Pedro 4. 1 # Lucas 20. 37/38 # João 4. 23/24 # Mateus 8. 14/15
Jesus não está semeando ficção na mente das pessoas, e sim proclamando a verdade imutável do Criador: em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte (João 8. 51)
Conscientizemo-nos: “Deus, o Criador, não é Deus de mortos, mas de vivos” ( Lucas 20. 38 )... Quer sejam da Terra, assim como do Além.
http://vozqclamabr.blogspot.com.br/2013/11/evocacao-do-espirito-do-profeta-samuel.html
“Vêem os Espíritos tudo o que fazemos? – questão 456 *
Podem ver, pois que constantemente vos rodeiam. Cada um, porém, só vê aquilo a que dá atenção. Não se ocupam com o que lhes é indiferente.
Exercem os Espíritos alguma influência nos acontecimentos da vida? –questão 525 *
Certamente, pois que vos aconselham.
a – Exercem essa influência por outra forma que não apenas pelos pensamentos que sugerem, isto é, têm ação direta sobre o cumprimento das coisas?
Sim, mas nunca atuam fora das leis da Natureza.
(* O Livro dos Espíritos – Allan Kardec / Da intervenção dos Espíritos no mundo físico)
As respostas na codificação da Revelação Espírita, foram dadas pelas próprias inteligências extrafísicas espirituais de ordem superior divina ao codificador da revelação dos Espíritos: Allan Kardec
“As comunicações sérias são ponderosas quanto ao assunto e elevadas quanto à forma. Toda comunicação que, isenta de frivolidade e de grosseria, objetiva um fim útil, ainda que de caráter particular, é, por esse simples fato, uma comunicação séria. Nem todos os Espíritos sérios são igualmente esclarecidos, (assim como nem todos os esclarecidos são esplendidamente iluminados). Há muita coisa que os Espíritos ignoram e sobre que podem enganar-se de boa fé. Por isso é que os Espíritos superiores nos recomendam de contínuo que submetamos todas as comunicações ao crivo da razão e da mais rigorosa lógica. (O Livro dos Médiuns – Allan Kardec/ Da Natureza das Comunicações, item 136)”
do livro: C É U S
autor: Abrahão Ribeiro
Intensivode Difusão Espiritualidade Evangélica – I D E
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