a partir de maio 2011

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SE A MÃO É “SANTA”, O ESPÍRITO TAMBÉM QUER SER!

Marcelo Henrique Pereira (*)

Vejo, na mídia, notícias sobre a divulgação de um câncer no cérebro do Oscar “mão santa”, ex-jogador de basquete da Seleção Brasileira e do Flamengo, entre muitas outras equipes. Oscar Schimidt tem 55 anos e já foi operado em 2011 mas o tumor reapareceu, em escala de agressividade 3 de um máximo de 4. A imagem pública deste homem é a de um sujeito honrado, trabalhador, honesto, pai de família exemplar e atleta dedicado, referência para a juventude que busca modelos de conduta e sucesso.
 
Para o cidadão comum, acostumado com os conceitos fragmentados e os julgamentos apressados, a doença de Oscar é uma dura sentença, um “castigo”: - Como pode um homem tão bom receber “de Deus” esse tratamento? Por que ele?
 
Faltam explicações lógicas e coerentes para divisar tão grave situação que, aliás, pode acontecer com qualquer um de nós, nestas andanças pela vida...
 
Há mais de 150 anos, no entanto, a Doutrina dos Espíritos costuma tratar o tema com acuidade e misericórdia, proporcionando ao indivíduo conhecer a si mesmo, buscar explicações conforme as Leis Espirituais que governam todos os seres e todos os mundos e afastando o entendimento de respostas baseadas na mera credulidade e nos dogmas religiosos.
 
Se a mão é “santa”, o Espírito também quer ser! Explicando: o Espírito é o ser imortal, criatura moldada por Deus no estágio inicial de simplicidade e ignorância, para progredir passo a passo, a cada experiência, de acordo com suas forças e empenho. A “santidade” a que aspira cada Espírito é a condição de perfeição relativa, após experienciar todas as fases anteriores de despertamento. Na estrada, os sofrimentos são inerentes às escolhas que fazemos e a liberdade de agir nos conduz à posição de “senhores de nós mesmos”, de “pilotos” de nossos corpos e nossas vidas.
 
Não há dúvidas de que o “mão santa” está experimentando sofrimentos. Dissabores. Dúvidas. Questionamentos. Sofre o corpo e pode estar sofrendo, também, o Espírito, justamente por não conhecer, por vezes, a razão direta e correlata da enfermidade que o visita – mas que não lhe pertence.
 
Doenças, dores, infortúnios não são, nem de longe, “castigos divinos”. São oportunidades. Elas fortalecem as “fímbrias da alma”, os valores verdadeiros, as buscas e as conquistas.
 
Para a Filosofia Espírita, muitas das dores são provações, experimentos, testes para demonstrar o quanto evoluímos, na superação de nossas limitações e no exercício de nossas capacidades e habilidades. Não são, como se costuma dizer, mesmo nos ambientes espíritas, expiações de faltas pretéritas. Até podem ser. Mas devemos lembrar que estamos aqui fundamentalmente não para “resgatar” o que fizemos de errado na mesma moeda, na mesma paga, mas para demonstrar que já superamos nossas antigas formas de ver o mundo e de nos comportarmos diante das diversas circunstâncias.
 
Encaremos a doença, a dor, o fracasso como experiências. Somente os envolvidos podem e sabem dar-lhes o peso devido.
 
Oscar não é nenhum coitadinho, desafortunado. Com a mesma garra que enfrentou adversários e se dedicou a preparação integral do homem-atleta, irá encarar de frente mais esta “partida”. E sairá vencedor, sem que isso represente a “cura” completa da enfermidade e a sua sobrevivência, embora seja isso que nós, brasileiros e fãs, desejemos.
 
Força Oscar. Seu Espírito será “santo” após esta e tantas outras batalhas que irás travar contra tuas imperfeições. Assim como nós!
 
(*) Assessor Administrativo da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo (ABRADE), Assistente da Vice-Presidência de Cultura e Ciência da Federação Espírita Catarinense (FEC) e Delegado e Membro do Conselho Executivo da Confederação Espírita Pan-Americana (CEPA).

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