a partir de maio 2011

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amores equivocados não têm a ver com AMOR



Sei que você não passa por isto, mas talvez tenha alguém pertinho de você
que se enquadra no que escrevo nesta matéria.

Mas que título mais maluco é esse, Alamar? Não entendi nada.
Vou fazer o possível para você entender bem o que eu quero passar, através desta matéria.
É possível existir amor equivocado?
Se é equivocado não pode ser Amor, não é verdade?
É, eu também acho isto.
Mas é exatamente isto que quero enfocar, considerando os absurdos que as pessoas fazem em nome do Amor, as agressões, as violências e os sofrimentos em nome do Amor.
O assunto daria um livro, mas vou fazer o possível para resumir em um artigo grande, como estou acostumado a fazer.
Em nome do Amor muitas maldades são feitas no mundo, muitas estratégias sem vergonha, muita safadeza, muita gente enganando a si próprio, muita perversidade e até muita tragédia.
É como o nome de Jesus, que também vem sendo utilizado ao longo dos séculos para a exploração das pessoas, do enriquecimento de alguns, das perseguições, das torturas, do patrulhamento da vida dos outros, das sabotagens, dos boicotes, da apologia ao sofrimento e de tanta maldade.
O Amor é uma coisa, o amor da boca dos homens é outra.
Jesus é uma coisa, o Jesus praticado pelas religiões é outra.
A grande realidade é que a esmagadora maioria das pessoas não tem consciência do que seja verdadeiramente o Amor assim como não entende exatamente o que seja Jesus.
O primeiro grande absurdo cultural é confundir Paixão com Amor. Eu falo sobre as diferenças em dois livros meus, “Visita de Extra Terrestre” e “Mulher, só é boba quem quer”.
Uma pessoa se apaixona por outra e tem o cinismo de dizer que está amando. É um absurdo, mas é o que passa na cabeça da grande maioria das pessoas. O pior é que existem até psicólogos e formadores de opinião que endossam o equívoco.
Eu assisti pela televisão uma reportagem de uma, entre inúmeras, agressões que existem entre torcedores de futebol, quando torcedores do Corinthians matam torcedores do Palmeiras, e vice-versa, quando um dos bandidos ao ser entrevistado disse:
- “Eu fiz por amor ao Corinthians”
Como é que pode um idiota desse dizer que ama? Eu duvido que o Corinthians, como também o Palmeiras, o Vasco, o Flamengo, o Grêmio, o Inter ou qualquer clube de futebol endosse, aceite e admita esse tipo de “amor” pela sua bandeira. Existem casos de diretores de clubes que são tão estúpidos como os agressores, para defenderem esse tipo de bandido e até providenciar advogados, pagos pelo clube, para livrá-los da cadeia.
Quem verdadeiramente ama não agride nunca! Usem a palavra que quiser para identificar o seu fanatismo, o seu desequilíbrio e a sua estupidez, menos Amor.
Mas o maior equívoco no entendimento da palavra Amor é verificado na relação entre as pessoas. Só que as relações são tão diversas que precisamos tratar de cada caso separadamente.
Tem o “amor” de pai para filho e de filho para pai, tem o “amor” entre homem e mulher e vice-versa, que também é subdividido entre namorados, entre marido e mulher, entre amantes, etc... tem o tal “amor” à Pátria (coisa que praticamente não existe no Brasil), tem o “amor” à Deus, o “amor” ao seu próximo... enfim, um monte de “amor”.
Eu já coloco entre aspas porque é pra colocar entre aspas mesmo.
A diversidade é tão grande que é por isto que digo que o assunto daria um livro.
Vou falar sobre alguns desses tópicos, apenas, de forma resumida.
        
O bonzinho confundido com o que ama

O maior exemplo deste equívoco está exatamente na mania que as pessoas têm em achar que a simples ação de se fazer de bonzinho, necessariamente está tendo uma atitude de amor. É aí que você encontra os diversos exemplos:
         - “Eu te amo, minha queridinha. Você é a coisa mais importante da minha vida”.
         - “Você deve utilizar-se de termos mais doces e mais suaves para com as pessoas”
         - “Eu amo o meu povo e o meu mandato é exercido em função dele”.
         - “Eu amo o meu marido, não quero saber nem de olhar para outro homem”.
         - “Eu amo Jesus e minha vida está entregue a ele”.
E nessa onda os assassinos fanáticos do futebol vão dizendo que amam os seus clubes, os assassinos da Al-Qaeda vão dizendo que amam Alá, os hipócritas das religiões vivem pregando o “amor” ao próximo e a banalidade do amor não tem limites.
A turma dos “direitos” humanos acha que pressionando as autoridades para que os bandidos não sofram a reação pela ação que praticaram é uma atitude de amor. Contraria a Física, que é uma Ciência Exata, quanto a Lei de Ação e Reação; contraria Jesus, quanto a lei do Quem com ferro fere, com ferro se ferirá” e contraria a Lei de Causa e Efeito, quanto ao “Quem planta colhe o que plantou”.
É o absurdo do homem querer ser melhor do que Deus, com o seu modismo hipócrita de ir de encontro às Leis da Física e da Natureza.
Aos pais, hoje, é recomendado ter muito cuidado com o que falam com os seus queridos e amados filhinhos, para não traumatizá-los, coitadinhos. Se um pai ou uma mãe resolver adotar uma postura mais enérgica, mais dura e firme, que se faz necessária em muitos momentos, sempre aparece um bonzinho qualquer para dizer que ele está sendo agressivo.
Ninguém fala nada quando a agressão parte do filho para os pais, porque ele sempre é o coitadinho, que apenas está passando por uma fase que requer muita compreensão.
Quanta “bondade”, ainda por cima unilateral.
Firmeza, autoridade, rigor, energia e autenticidade, invariavelmente são confundidas com agressividade e até violência e nessa onda as pessoas adoram enganar a elas mesmas, de tão boazinhas que são.

Vamos usar lógica?

É bom demais falar com público racional, porque eu posso fazer este tipo de convite, sem medo de errar. Vamos mesmo usar a lógica?
Eu já falei disto em outro artigo, há algum tempo, mas nunca é demais repetir pra convidar as pessoas a pensar:
Deus é a Suprema inteligência, coerência, sensatez a BONDADE de verdade, não é?
Não confundir BONDADE com a “bondadezinha” fajuta dos homens falsários.
As manifestações da Natureza são as manifestações de Deus, as Leis da Física foram criadas por Deus porque é impossível um homem tê-las criado.
Foquemos nisto, então.
Veja este exemplo:

Uma pequena criança, de um ano de idade, engatinhando ou andando pela sala da sua casa, vê uma tomada elétrica, vai até lá e mete o dedinho.

O que vai acontecer?
Vai aparecer alguma associação defensora dos direitos humanos divina, trazendo vários anjos, para impedirem que a criança tome o choque que vai machucá-la e fazê-la chorar?
Será que esses “protetores” vão dizer:
- “Precisamos ter compreensão para com a ingenuidade, a falta de informação e o momento infantil que ela está vivendo, coitadinha, desprevenida, sozinha e sem ninguém por perto, e vamos retirar, num passe de mágica, a energia que está na tomada, para que ela não tome o choque.”
É assim que a Natureza age?
Imaginemos se antes de acontecer o terremoto do Haiti, as “bondades” da Natureza dissessem:
- “Providenciemos uma legião de anjos, todos defensores dos direitos humanos, para se posicionarem e segurarem as placas tectônicas, porque não é justo um terremoto numa terra desta, de gente tão pobre, coitadinha desta gente. Não vamos permitir o terremoto”.
Um cidadão comum e honesto, inclusive, anda pela chuva fria e recebe aquela frieza nas suas costas, porque está desagasalhado. Aí a Natureza diz assim:
- “Coitadinho, temos que defender o direito dele. Não vamos permitir que ele seja contagiado por nenhuma gripe e muito menos pneumonia.”  E protege o cidadão, imunizando-o.
A Natureza é também boazinha e não deixa que as agressões ao meio ambiente tragam conseqüências amargas para o homem, porque morre de pena dele e acha que tem que defendê-lo dos males que advirão, afinal de contas o homem, pelo seu atraso evolutivo, não pode ser responsabilizado pelo que faz.
São Paulo faz o que faz com o rio Tietê e gera uma poluição enorme no ar que o seu povo respira. Mas a natureza, muito boazinha, com pena do paulistano, faz esforços para manter peixes vivos e saudáveis no rio e não permite que o ar prejudique o pulmão de ninguém, pois...
- “Os direitos são iguais. Se povos brasileiros, que tem os mesmos direitos, moram em cidades da Amazônia e de outras localidades respirando ar puro, temos que dar o nosso jeito para dar ao paulistano também o mesmo ar.”

Não é nem preciso eu ficar aqui dando exemplos, porque qualquer leitor meu, que não é cego, vê muito bem como é que a Natureza age com a gente, ou seja, como a Lei e a Administração de Deus agem com todas as criaturas.

No entanto a imbecilidade brasileira determina o seguinte:

Bandidos, que não querem pagar pelo que fizeram, se revoltam e botam fogo nos próprios colchões e cobertores que dormem.
Aí o governo, muito bonzinho, que tem um amor enorme no coração, que chega a ser até melhor do que Deus, morrendo de pena dos coitadinhos, providencia imediatamente novos colchões e cobertores e coloca lá.
Seis meses depois os vagabundos fazem a mesma coisa e novos colchões e cobertores são providenciados.

Agora, já que estamos raciocinando, imaginemos como a Natureza faria:

Puseram fogo nos colchões? Ótimo, vão ficar sem os colchões e sem os cobertores, vão dormir no duro e no frio, pra tomarem vergonha na cara e aprenderem a nunca mais fazer isto.

Seria bom que fosse no tempo frio que está fazendo agora em São Paulo.
Duvido que presidiários voltassem a botar fogo em colchões no Brasil. Nunca mais a gente veria isto no noticiário da televisão e dos jornais.
Eu relatei, em outra matéria, um caso de um adolescente bandido, de 16 anos, que estava acompanhado de mais dois numa tarde movimentada em um shopping Center de São Paulo, e simplesmente resolveu enfiar a mão na genitália de uma menina, também, adolescente, que passeava com os seus pais no mesmo shopping. Um pegou na genitália e o outro pegou nos seios dela, quando a menina gritou e chamou a atenção dos seguranças e dos olhares de todas as pessoas próximas.
Quando o pai da garota levantou o braço para dar uma porrada no moleque, o segurança gritou:
- “Meu senhor, por favor, não faça isto! O senhor vai se prejudicar, as câmeras estão gravando. Nós também não podemos fazer nada, a não ser colocá-los para fora do shopping”.
E o moleque ficou rindo e debochando da família:
- “Qual é, coroa? Perdeu, perdeu, perdeu. Eu sou de menor. Caladinho, caladinho, ...” e fez sinal de psiu com o dedo indicador na boca.
A esposa deu razão ao segurança e mandou que ele engolisse aquilo a seco e ficasse calmo.
Se ele e os seguranças aplicassem a Lei da Ação e Reação, que é uma lei da NATUREZA, e dessem uns tapas nos bandidos, com certeza a tal Comissão dos “direitos” humanos iria fazer de tudo para que eles fossem punidos, não os bandidos.
Esta é a realidade do país em que vivemos. Um país descarado, sem vergonha com uma das justiças mais burras do mundo.

O bandido faz o que quer em nosso país, maltrata, agride, fere e faz as pessoas sentirem dores, de forma impiedosa e cruel. Ainda fica morrendo de rir na cara da vítima. É impressionante o nível de perversidade dos seqüestradores.
Mas o sistema do Brasil não permite que este bandido sinta a mesma dor, para aprender a não repetir mais o delito.
É totalmente o contrário da Lei da Natureza e da Lei de Deus.
Na Lei de Deus o neném toma mesmo o choque, ao enfiar o dedinho na tomada, as populações sofrem dores pelas enchentes e os desabamentos quando agridem a natureza, o homem sofre as dores dos enfizemas ao colocar nicotina nos pulmões... enfim, sempre sofre as conseqüências de tudo o que faz, colhe tudo o que planta.
Mas o “amor” da sociedade hipócrita é contrário a tudo isto, numa burrice tão grande que faz com que ela mesma seja vítima da impunidade que impera.
Não tenham dúvidas de que se estivesse vivo aquele bandido que assassinou as crianças no colégio do Realengo, no Rio de Janeiro, com certeza absoluta estaria protegido pelo bonzinho governo brasileiro, sem tomar o choque elétrico da tomada.
Aí vem uma meia dúzia de defensores desta irresponsável hipocrisia para dizer:
- “Alamar, nós não podemos voltar ao tempo da barbárie! Violência não pode gerar violência! Nós temos é que cultivar o amor no coração desses irmãos equivocados!”
Quanta bondade de mentirinha, quanta máscara tem a nossa sociedade sem vergonha.
Outro dia que escrevi sobre a tal Associação dos Direitos Humanos, esta que é de uma bondade impressionante para com os bandidos, recebi um email de uma senhora, do Rio de Janeiro, amiga leitora, que me dizia o seguinte:
- “Alamar, eu tenho um vizinho que é um dos ativistas desses tais direitos humanos, que vai pra televisão, vai para o rádio, aparece a cara dele nos jornais toda vez que um policial baixa a porrada num bandido. Você precisa ver a atuação dele, pedindo prisão e punição rigorosa para os policiais.
No entanto, amigo, é um verdadeiro carrasco dentro de casa. Bate na mulher, espanca os filhos, é grosseiro até onde não pode mais com os vizinhos. O safado não quer que os policiais batam nos bandidos, mas se acha no direito de espancar a esposa e os filhos”.
Infelizmente esta é a realidade que vivemos.

E nesta onda a violência não pára

Os bandidos nunca ficaram tão a vontade como estão nos dias de hoje, no Brasil. Eles sabem que podem fazer o que querem e que não sentirão dor nenhuma.
Qualquer assassino pode matar quem quiser porque sabe que a condenação máxima no Brasil é de 30 anos e que ele, se não tiver dinheiro para sair antes, vai cumprir só 1/6 da pena, e olhe lá.
Foi por isto que essa vagabunda dessa Elise assassinou o seu marido da forma monstruosa como o matou, esquartejando o corpo e tudo. Pra nós aqui, ele foi burro também. Um cara que casado com uma garota de programa a trai com outra garota de programa, paga um curso de tiro para ela e ainda lhe dá uma arma de presente, estava querendo o quê? 
É a Lei Natural do “quem planta colhe”.
Estamos vivendo uma semana de inúmeros assassinatos de policiais, em São Paulo. Os bandidos sabem que os policiais não podem fazer nada contra eles, mas eles podem matá-los à vontade e deixar as suas famílias órfãs e desamparadas. Eles sabem que podem contar com a proteção da Associação defensora dos “direitos” humanos, as famílias dos policiais não.
E ainda tem brasileiro que abre a boca pra dizer que odeia a polícia.
Nunca houve, como hoje, tanto assalto a condomínios, assalto em restaurantes, explosões de caixas eletrônicos, adolescentes violentos agredindo colegas nos colégios, filhos agredindo pais e avós, alunos agredindo professores, funcionários dos aeroportos roubando bagagens, moleques atirando nas pessoas mesmo sem que elas reajam ao assalto... enfim, está um caos.
Tudo sem sofrer punição, no mesmo nível, em nome do “amor” promovido pela hipocrisia social sem vergonha.

Relação a dois

Este é outro caso sério.
As pessoas se apaixonam por outras e dizem que estão amando.
Uma criatura qualquer sofre de uma das mais estúpidas doenças humana, que é o ciúme, passa a querer fazer de outra um objeto seu, uma coisa sua, agride por causa desse ciúme, agride aos seus amigos, proíbe a pessoa de ter amigos, não consegue nem vê-la olhando para outra pessoa que já arreganha os dentes selvagens, e vem dizer que isto é Amor.
Pode, uma coisa desta, gente?
Como é que pode uma pessoa lúcida querer vincular ciúme a Amor?
Sei que alguns que se envolvem com gente ciumenta talvez possam até ficar com raiva de mim, mas me desculpem: Se envolver com pessoas ciumentas, além de ser masoquismo pesado é burrice.
Se temos algum senso de Justiça, devemos deixar que as mulheres ciumentas, daquele tipo de tira sangue do seu namorado, companheiro ou amante, aos beliscões e a unhadas, se relacione com um homem também ciumento, que sofra da mesma doença dela, para também lhe tirar sangue com seus xiliques ridículos de ciúme.
Não fica bem mais justo? Não estará dentro da lei que diz que os afins se atraem?
Há outro ditado maluco que algumas pessoas costumam usar:
“O amor e o ódio são sentimentos muito próximos”.
Mentira! Conversa fiada! É uma das maiores bobagens que já inventaram.
Se quiserem dizer que “A paixão e o ódio são sentimentos muito próximos” aí sim, faz sentido, porque paixão é interesse material, é coisa apenas de corpos e tem a ver com outra.
É por isto que estou escrevendo este artigo, a confusão é enorme.

Outros equívocos em nome do amor

Vocês já repararam que quando um jovem começa a fazer um monte de besteiras, safadezas e até desonestidades os pais sempre dizem que é influência das más companhias?
Isto quer dizer o seguinte: Más companhias são apenas os filhos dos outros. Os pais jamais admitem que os seus filhos é que são as más companhias de outros adolescentes, sob a argumentação de que “eu amo o meu filho e jamais vou admitir uma coisa desta”.
O adolescente irresponsável enche a cara, sai dirigindo bêbado, bate o carro, mata gente, é preso e o pai sai, maluco, correndo atrás de um advogado para tirá-lo da cadeia, porque o coitadinho não deve pagar pelo que fez. Diz que faz isto por “amor” ao filho.
Isto é Amor?
Se não é punido vai continuar a fazer a mesma coisa, porque sabe que tem um pai, tão irresponsável como ele, que tem dinheiro e vai sempre contratar advogado para safar a sua barra.
Eu aplaudi de pé um pai que apareceu no Fantástico, há algum tempo atrás, e que declarou para o Brasil inteiro ver, que iria deixar o seu filho ficar na cadeia, para aprender a ser homem e deixar de ser irresponsável. E ficou mesmo.
Este sim, soube AMAR.
Eu sempre repito em meus escritos: “Benzetacil também dói, e durante muitos anos foi o remédio indispensável para curar muitas doenças”.
Pergunte a uma pessoa que tem mais de 40 anos, que certamente deve ter tomado muita benzetacil na bunda, se ele tem trauma ou algum ódio do médico que receitou ou da enfermeira que lhe aplicou a injeção que o deixou três ou quatro dias sem poder sentar direito?
E ainda vem um idiota qualquer dizer que eu estou propondo voltar ao tempo da barbárie?
Mas tem outro exemplo de amor equivocado que até citei no email passado: aquele caso da pessoa que diante de uma proposta que lhes faz, diz:
- “Eu vou pedir opinião para a minha mãe. Tenho que ver o que ela acha disto”
- “Vou perguntar à minha mulher”.
- “Vou perguntar ao meu marido”.
Acha que agindo assim, está dando uma demonstração de amor à mãe, à esposa ou ao marido.
Não tem nada a ver com amor, tem a ver com irresponsabilidade e inconseqüência.
Que tipo de inteligência deve ter alguém que resolve pedir opinião para pai, mãe, marido e esposa sobre um assunto que, com certeza, eles não entendem?
Só porque é a pessoa mais próxima e faz questão de sustentar um amor de fingimentos?
Por que não lembra do VERDADEIRO sentimento do Amor, antes de abrir a boca para as constantes agressões que têm em relação a esses entes próximos dentro do próprio lar?
Não existe ambiente em toda face da Terra que tenha mais agressões e ofensas entre pessoas que dentro do próprio lar.
Percebeu a inversão de valores que as pessoas costumam praticar?
Está entendo agora o porquê deste artigo?

Quem realmente AMA o País, que se dispa das bandeiras partidárias, pára de eleger pilantras e faz um esforço para eleger gente decente para os cargos políticos.
O pai ou a mãe que realmente AMA o seu filho, deve parar de querer processar a professora que o bota para fora de sala de aula e que preste mais atenção na índole irresponsável que ele tem e no moleque que ele é. Isto é que é educar.
A diretoria do Corinthians deveria estimular que a polícia mantenha na cadeia o seu torcedor bandido, deveria contribuir para expulsá-lo dos estádios e exigir que o canalha não se atreva a vestir a camisa clube, porque ele é alguém que envergonha a sua bandeira. O mesmo deveria ser feito pelas diretorias de todos os clubes de futebol, em vez de contratar advogados para tirar esses monstros da cadeia.
Se você namora alguém que é ciumento e inferniza a sua vida por causa da praga do ciúme, achando que tolerando essa criatura a está amando, não tem a menor idéia do que seja Amor, porque se tivesse o exerceria primeiro para consigo mesmo. Quem não se ama, não tem competência nenhuma para amar ninguém. Aplica-lhe uma boa benzetacil e diga:
“Eu não admito que você faça de mim uma coisa sua, um objeto seu e me mantenha sob o seu controle remoto e conforme as suas conveniências. Vá cantar em outra freguesia ou vá pra...”.
Isto é postura enérgica, isto é respeitar a si mesmo e não se deixar fazer de idiota por ninguém. Infelizmente muitos imbecis entendem isto como postura agressiva.

Miremo-nos no maior exemplo de coerência que já passou pela Terra, o homem que foi a maior expressão de verdadeiro Amor de todos os tempos, mas que nunca deixou de ser enérgico, duro e contundente em relação à hipocrisia e ao falso moralismo: Nosso Senhor Jesus, o Cristo.

Que ele esteja sempre com todos nós.

Para apreciação de todos.

        Alamar Régis Carvalho
Analista de sistemas, escritor e AINSF Dinastia
              alamarregis@redevisao.net
               www.alamarregis.com

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