Das figuras exponenciais da cultura deste mundo podemos destacar com absoluta segurança, Victor Marie Hugo
(Besançon 1802 - Paris 1885). Poeta, romancista emérito, produziu
também coletâneas líricas e peças de teatro. Também exerceu a arte da
pintura. Foi defensor intransigente d
a
democracia e da melhoria social do seu povo, tornando-se, por isso,
hostil aos interesses de Napoleão III, fato que o obrigou (1852) a
exilar-se em Jersey, depois em Guernesey. Nesta localidade participava
de reuniões espíritas. Retornou à França em 1870.
a
democracia e da melhoria social do seu povo, tornando-se, por isso,
hostil aos interesses de Napoleão III, fato que o obrigou (1852) a
exilar-se em Jersey, depois em Guernesey. Nesta localidade participava
de reuniões espíritas. Retornou à França em 1870.
Do
Plano Espiritual tem nos brindado com romances extraordinários,
recebidos pelos médiuns Divaldo Pereira Franco e Zilda Gama. Seus livros
espirituais, apresentados com riqueza verbal invejável, nos trazem
acontecimentos autênticos de encarnações do passado e suas conseqüências
nas reencarnações futuras, visando o nosso esclarecimento e
aprimoramento moral. Como todo espírito elevado, não deixa de tecer
críticas sobre o mau comportamento humano.
"Deus
na sua onisciência absoluta houve por bem criar os seres humanos com
todas as faculdades anímicas, que eu denomino negativas e positivas -
estas simbolizando o Bem, aquelas o Mal."
Recentemente
um documentário sobre o livro "Os Miseráveis" chamou-me a atenção para o
lado espírita de Victor Hugo. Nele, um dos estudiosos da obra de Hugo
afirma que os espíritos o incentivaram a concluir e publicar o livro que
se tornaria um marco na literatura mundial, por dar voz e luz a uma
população geralmente esquecida, diminuída ou marginalizada pelos autores
anteriores à sua época.
O
escritor francês foi condecorado cavaleiro da Legião de Honra em 1825,
membro da Academia Francesa e foi eleito deputado constituinte de Paris
em 1848 e 1849. Foi eleito presidente do Congresso Internacional da Paz
em 1849. Em 1852 um decreto do governo de Luis Napoleão o expulsa da
França e ele vai para a ilha de Jersey, onde teve contato com a
mediunidade e os espíritos. Hugo só voltaria à Paris após a proclamação
da república, mesmo tendo sido anistiado.
O
livro de Maria do Carmo Schneider, de leitura agradável, focaliza o
lado espírita de Victor Hugo, conectando-o à sua obra.. São
impressionantes os poemas obtidos pela via mediúnica na ilha de Jersey e
os espíritos com quem comunicava-se, que adotavam pseudônimos poéticos
como "So
mbra
do Sepulcro", "Dama Branca", "Leão de Ândrocles" e "Pomba do Arco".
Poetas famosos também assinavam as comunicações, como Molière, Ésquilo,
Shakespeare, Dante e Camões.
mbra
do Sepulcro", "Dama Branca", "Leão de Ândrocles" e "Pomba do Arco".
Poetas famosos também assinavam as comunicações, como Molière, Ésquilo,
Shakespeare, Dante e Camões.
A
pena dos historiadores e biógrafos de Victor Hugo muitas vezes o
considerou um "louco no exílio", assim como foi feito com outras
personalidades notáveis que se tornaram espíritas ou espiritualistas
como William Crookes e Robert Owen. Em sua "loucura genial" Victor Hugo
ainda publicou mais de vinte grandes obras, como "O Homem Que Ri", "Os
Miseráveis", "William Shakespeare", "Trabalhadores do Mar", "Torquemada"
e outras obras memoráveis.
Além
do trabalho de Maria do Carmo, quem desejar conhecer uma abordagem
filosófica da obra de Victor Hugo, pode ler o livro "Victor Hugo,
Espírita", escrito pelo espírita argentino Humberto Mariotti e publicado
em português pela editora EME.
Como um presente ao leitor do blog, fica um dos poemas mediúnicos da Ilha de Jersey, ditado pela "Sombra do Sepulcro":
"Espírito que quer saber o segredo das trevas,
E que, segurando nas mãos a terrestre chama,
Vem, furtivo, apalpando nas nossas fúnebres sombras,
Espicaçar a imensa tumba,
Retorna ao teu silêncio e sopra tuas velas,
Retorna à noite de onde algumas vezes sais;
O olho dos vivos não lê coisas eternas
Por sobre os ombros dos que não vivem mais."
(Resposta
a Hugo da Sombra do Sepulcro após duas perguntas dirigidas a Molière).
Leia sua interpretação na página 52 do livro de Schneider.
Leia Mais:
Página Espírita
Espiritismo Comentado
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