a partir de maio 2011

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A "MORTE" NA INFÂNCIA, PORQUE? - Doutina Espírita Explicada

No vídeo 24, falo da "perda dos entes queridos" pelo desencarne, que é tema complementar ao deste vídeo. Aqui, procuro interpretar, à luz da Doutrina Espírita, as profundas razões da "morte" na infância (entre aspas, pois não existe morte). Analiso as razões para o próprio espírito que desencarna ainda criança, e razões para os pais, onde identifiquei 4 grandes motivos para os pais, nestes episódios. O ponto em que se fala sobre o tema, no Livro dos Espíritos, é o seguinte, que podemos conhecer, e que embasou este vídeo: ______________________________ LIVRO DOS ESPÍRITOS QUESTÃO 199. Por que tão freqüentemente a vida se interrompe na infância? "A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os pais." a) - Que sucede ao Espírito de uma criança que morre pequenina? "Recomeça outra existência." (SEGUE EXPLICAÇÃO DE KARDEC) Se uma única existência tivesse o homem e se, extinguindo-se-lhe ela, sua sorte ficasse decidida para a eternidade, qual seria o mérito de metade do gênero humano, da que morre na infância, para gozar, sem esforços, da felicidade eterna e com que direito se acharia isenta das condições, às vezes tão duras, a que se vê submetida a outra metade? Semelhante ordem de coisas não corresponderia à justiça de Deus. Com a reencarnação, a igualdade é real para todos. O futuro a todos toca sem exceção e sem favor para quem quer que seja. Os retardatários só de si mesmos se podem queixar. Forçoso é que o homem tenha o merecimento de seus atos, como tem deles a responsabilidade. Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência. Não se vêem crianças dotadas dos piores instintos, numa idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação? Alguns não há que parecem trazer do berço a astúcia, a felonia, a perfídia, até pendor para o roubo e para o assassínio, não obstante os bons exemplos que de todos os lados se lhes dão? A lei civil as absorve de seus crimes, porque, diz ela, obraram sem discernimento. Tem razão a lei, porque, de fato, elas obram mais por instinto do que intencionalmente. Donde, porém, provirão instintos tão diversos em crianças da mesma idade, educadas em condições idênticas e sujeitas às mesmas influências? Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso? As que se revelam viciosas, é porque seus Espíritos muito pouco hão progredido. Sofrem então, por efeito dessa falta de progresso, as conseqüências , não dos atos que praticam na infância, mas dos de suas existências anteriores. Assim é que a lei é uma só para todos e que todos são atingidos pela justiça de Deus

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