por Rogério Coelho
“(...) A obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral que dá acesso a um Espírito mau.” – Allan Kardec1
Segundo Kardec1, “(...) A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo.”
As palavras que sublinhamos merecem uma análise mais acurada, visto constituírem os elementos fomentadores do quadro obsessivo já caracterizado. Ponderando acerca desses elementos, podemos dizer que, embora o obsessor afirme, ostensivamente, que vai prejudicar esse ou aquele indivíduo, enquanto não partir para a ação, a obsessão não terá se iniciado. E mesmo que tal ação se inicie, se ela não for persistente, também não haverá caracterização de processo obsessivo.
De um modo geral, embora possam existir vários Espíritos envolvidos na trama obsessiva, na verdade, existe apenas um que é o mentor intelectual da obsessão, diretamente ligado à vítima de hoje pelos constringentes laços do ódio e da vindita. Necessariamente, o Espírito que age, persistentemente, no desforço é mau. Assim, e só assim, teremos o quadro obsessivo realmente formado. É necessário estabelecer a diferença entre uma obsessão em curso, de simples e transitória influenciação, a que todos estamos sujeitos, vez que, segundo Paulo2 de Tarso, nós estamos sempre cercados por uma grande nuvem de testemunhas.
Os Benfeitores Amigos informaram3 que somos influenciados pelos Espíritos muito mais do que podemos imaginar, e que, de ordinário, somos por eles dirigidos à nossa própria revelia.
Com sua fenomenal didática, Allan Kardec4 desenha o perfil sinóptico ricamente detalhado da obsessão e define-a em três progressivas fases principais: Obsessão simples, Fascinação e Subjugação.
Mesmo em sua fase inicial, a problemática não é simples, embora seja esse o adjetivo usado para definir essa fase, pois os processos obsessivos sejam em que grau estiverem, já envolvem todo um encadeamento de circunstâncias que desembocam em estuários de aflições.
O nobre Mestre Lionês oferece-nos os indicativos5 para reconhecimento das variadas fases de instalação do quadro obsessivo. (confira)
Já a Irmã Scheilla envia-nos – através da mediunidade singular de Chico Xavier – primorosa página na qual estão indicados os dez sinais vermelhos de provável queda em obsessão:
1 – Quando estamos na faixa da impaciência;
2 – Quando acreditamos que a nossa dor é a maior de todas que existem;
3 – Quando imaginamos maldade nas atitudes dos nossos companheiros;
4 – Quando notamos ingratidão nos amigos;
5 – Quando comentamos o lado infeliz das criaturas;
6 – Quando reclamamos apreço e reconhecimento;
7 – Quando supomos que o nosso trabalho está sendo demais;
8 – Quando julgamos que o dever é apenas dos outros;
9 – Quando fugimos de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;
10 – Quando passamos o dia inteiro a exigir o sacrifício alheio e nos omitimos, não prestando o mais leve serviço...
Completa a Mentora Amiga: “Todas as vezes que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina estará presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento.”
Como combater, com sucesso, a obsessão?
“Vigilância e oração”, conforme o recomendou Jesus.
A vigilância constante, somada à prece, como nos foi ensinado pelo Meigo Rabi, é condição básica, indispensável, para conseguirmos a vitória sobre nós mesmos, facilitando nosso reencontro com a verdadeira vida.
Vigiar não quer dizer apenas guardar; significa também precaver-se e cuidar-se. E quem diz cuidar afirma, igualmente, defender-se e trabalhar.
1. KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 129.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2009, cap. cap. XXVIII, item 81.
2. Hebreus, 12:1.
3. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, q. 459.
4. idem. O Livro dos Médiuns. 71.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2003, 2ª parte, cap. XXIII, itens 239 a 240.
5. Idem, ibidem, 2ª parte, cap. XXIII, item 243.
http://www.oclarim.org
“(...) A obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral que dá acesso a um Espírito mau.” – Allan Kardec1
Segundo Kardec1, “(...) A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo.”
As palavras que sublinhamos merecem uma análise mais acurada, visto constituírem os elementos fomentadores do quadro obsessivo já caracterizado. Ponderando acerca desses elementos, podemos dizer que, embora o obsessor afirme, ostensivamente, que vai prejudicar esse ou aquele indivíduo, enquanto não partir para a ação, a obsessão não terá se iniciado. E mesmo que tal ação se inicie, se ela não for persistente, também não haverá caracterização de processo obsessivo.
De um modo geral, embora possam existir vários Espíritos envolvidos na trama obsessiva, na verdade, existe apenas um que é o mentor intelectual da obsessão, diretamente ligado à vítima de hoje pelos constringentes laços do ódio e da vindita. Necessariamente, o Espírito que age, persistentemente, no desforço é mau. Assim, e só assim, teremos o quadro obsessivo realmente formado. É necessário estabelecer a diferença entre uma obsessão em curso, de simples e transitória influenciação, a que todos estamos sujeitos, vez que, segundo Paulo2 de Tarso, nós estamos sempre cercados por uma grande nuvem de testemunhas.
Os Benfeitores Amigos informaram3 que somos influenciados pelos Espíritos muito mais do que podemos imaginar, e que, de ordinário, somos por eles dirigidos à nossa própria revelia.
Com sua fenomenal didática, Allan Kardec4 desenha o perfil sinóptico ricamente detalhado da obsessão e define-a em três progressivas fases principais: Obsessão simples, Fascinação e Subjugação.
Mesmo em sua fase inicial, a problemática não é simples, embora seja esse o adjetivo usado para definir essa fase, pois os processos obsessivos sejam em que grau estiverem, já envolvem todo um encadeamento de circunstâncias que desembocam em estuários de aflições.
O nobre Mestre Lionês oferece-nos os indicativos5 para reconhecimento das variadas fases de instalação do quadro obsessivo. (confira)
Já a Irmã Scheilla envia-nos – através da mediunidade singular de Chico Xavier – primorosa página na qual estão indicados os dez sinais vermelhos de provável queda em obsessão:
1 – Quando estamos na faixa da impaciência;
2 – Quando acreditamos que a nossa dor é a maior de todas que existem;
3 – Quando imaginamos maldade nas atitudes dos nossos companheiros;
4 – Quando notamos ingratidão nos amigos;
5 – Quando comentamos o lado infeliz das criaturas;
6 – Quando reclamamos apreço e reconhecimento;
7 – Quando supomos que o nosso trabalho está sendo demais;
8 – Quando julgamos que o dever é apenas dos outros;
9 – Quando fugimos de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;
10 – Quando passamos o dia inteiro a exigir o sacrifício alheio e nos omitimos, não prestando o mais leve serviço...
Completa a Mentora Amiga: “Todas as vezes que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina estará presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento.”
Como combater, com sucesso, a obsessão?
“Vigilância e oração”, conforme o recomendou Jesus.
A vigilância constante, somada à prece, como nos foi ensinado pelo Meigo Rabi, é condição básica, indispensável, para conseguirmos a vitória sobre nós mesmos, facilitando nosso reencontro com a verdadeira vida.
Vigiar não quer dizer apenas guardar; significa também precaver-se e cuidar-se. E quem diz cuidar afirma, igualmente, defender-se e trabalhar.
1. KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 129.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2009, cap. cap. XXVIII, item 81.
2. Hebreus, 12:1.
3. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, q. 459.
4. idem. O Livro dos Médiuns. 71.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2003, 2ª parte, cap. XXIII, itens 239 a 240.
5. Idem, ibidem, 2ª parte, cap. XXIII, item 243.
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