a partir de maio 2011

quinta-feira, 15 de março de 2012

ECONOMIA E ESPIRITISMO

                                                           José Lucas
(Janeiro 2012)

Ultimamente não se     tem falado noutra coisa: crise, dinheiro, taxas de juro, agências de     “rating”, bolsa de valores, troika, FMI, euro, dólar, etc.

Para quem nunca foi     versado em economia, o pânico é generalizado, onde a opinião substitui o     facto, o boato substitui a probabilidade, a incerteza entranha-se no imo do     ser humano como praga inevitável.

Se é verdade que     existem situações sociais graves, importa identificar a causa e, esta,      radica no orgulho e no egoísmo do ser humano, que vivendo na matéria, da     matéria e para a matéria, desconhecendo a sua génese espiritual, embrenha-se     em caminhos egoístas, querendo ter cada vez mais, sem olhar a     meios.

Vivemos numa época     de capitalismo selvagem, onde o ser humano pouco ou nada vale se     comparado com as contas bancárias de cada um.

O Espiritismo, na     sua tríplice vertente de ciência, filosofia e moral, tem como princípios     básicos, a existência de Deus, a imortalidade do Espírito, a     comunicabilidade dos Espíritos, a Reencarnação e a pluralidade dos mundos     habitados.

Demonstrando     através da pesquisa a imortalidade e a reencarnação, tais paradigmas     (outrora crenças e hoje evidências científicas) mudarão inevitavelmente o     figurino social muito em breve.

Ian Stevenson, um     dos mais notáveis psiquiatras americanos, afirmou na Casa do Médico, no     Porto, aquando da sua participação no simpósio "Aquém e Além do     Cérebro", que hoje em dia é perfeitamente possível acreditar     na reencarnação com base em provas. Realçou o nobre cientista que, o que     mais o entristecia era uma certa indiferença por parte dos cientistas     materialistas, em relação a uma descoberta (imortalidade e reencarnação)     que, quando for reconhecida oficialmente, operará na Terra uma revolução com     impacto superior ao que a revolução industrial teve.

A     economia do futuro terá como base o ser humano, a sua dignidade, a equidade     e não o lucro selvagem, a qualquer preço.

Sabendo que somos     espíritos imortais, que voltaremos a ter novas existências carnais, o ser     humano superar-se-á, libertar-se-á do materialismo anestesiante e, começará     a vislumbrar que afinal a xenofobia, racismo, diferença de género,     "superioridade social" ou cor de pele, não têm razão de ser, pois o Espírito     voltará em novas existências, na condição que lhe for mais útil, de modo a     poder, amanhã, rectificar erros de outrora, bem como, ter novas     oportunidades de aprendizagem intelectual e moral.

Assim, o avaro de ontem poderá     renascer numa condição de extrema necessidade, não como castigo, mas muitas     vezes solicitado pelo próprio, para que aprenda a valorizar aquilo que     desperdiçou em vida passada, e assim sucessivamente, até que aprendamos a     viver  em fraternidade em sociedade.

Quando assim for, a     economia não se baseará no lucro, mas sim no ser humano.

Toda a actividade     económica terá por objectivo o bem-estar de todos os seres humanos e não     apenas o de alguns, e as empresas buscarão apenas os lucros necessários, a     fim de contribuírem para o bem geral, sem desperdícios reprováveis e     destrutivos das matérias-primas do planeta.

Esse é o mundo para     o qual caminhamos inevitavelmente, quer queiramos ou não, pois é uma     inevitabilidade da evolução, dizem os espíritos superiores.

Resta-nos optarmos     por merecermos voltar a nascer nesse novo mundo ou sermos relegados para     outros planetas, que estejam mais de acordo com as nossas inferioridades     morais.

Bibliografia:
Kardec,     Allan - O Livro dos     Espíritos
http://www.aeradoespirito.net/

http://planetaelios.blogspot.com/

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