Torna-se necessária a prática de um espiritismo AUTÊNTICO. Nenhum produto falsificado tem valor para pessoas que querem qualidade.
Mais autêntico fica mais bonito
e mais atraente também
Você gosta de produto falsificado do Paraguai? Você gosta dessa avalanche de produtos fabricados com o lixo da China, que está tomando conta de todo o comércio do Brasil?
As pessoas de capacidade educacional limitada e racionalidade atrofiada adoram produtos falsificados, mas as mais qualificadas, no campo da razão, pensam duas vezes, antes de aceitar qualquer produto, seja ele de qual natureza for.
Vamos trazer este questionamento para o lado religioso filosófico?
Raciocinemos, então.
O mundo vem de um trauma terrível, no campo da religião, até meados do século 19, tendo testemunhado as inúmeras guerras por motivos religiosos, a inquisição cruel e perversa que torturava e assassinava pessoas, queimadas vivas, por causa de intolerância, pelo simples fato de pensarem diferente sobre pontos de vistas religiosos filosóficos, noite de São Bartolomeu, fogueiras, guilhotinas, masmorras... etc.
O próprio Jesus chama atenção, no Evangelho, para o perigo e a praga que é a hipocrisia, dando ênfase, através da sua própria irritação, a hipocrisia é o pior dos defeitos do homem e que deve ser combatida com energia e de forma destemida.
No entanto o homem não deu a menor relevância para este destacado detalhe de Jesus e as religiões partiram para a prática da prática da peste da hipocrisia e do falso moralismo escancarado, por séculos e séculos, até os dias atuais.
Martinho Lutero revolucionou, promovendo a divisão daquilo que se chamava “cristianismo”, adulterado ao extremo, e eis que surge a Reforma Protestante.
No começo foi uma beleza, mas depois, também se subdividiu e hoje é isto que estamos vendo aí.
Diante de tantas contradições ao ensinamento do Evangelho, surge, por iniciativa dos próprios Espíritos Superiores, através de Allan Kardec, uma nova Doutrina, cuja proposta implícita e muito clara deveria ser o contrário disto, ou seja, nada de hipocrisia, nada de falso moralismo e, muito pelo contrário, exigência de autenticidade, sinceridade e lealdade aos seus postulados.
Não obstante, começa-se a perceber que o movimento que se diz adepto dessa doutrina e até defensor da sua “purezaaaaaaa” venha a se conduzir exatamente no mesmo modelo das religiões tradicionais, fazendo vistas grossas ao maior alerta de Jesus e contradizendo aquilo que mais a doutrina nos ensina, que é a autenticidade?
A sociedade não tolera mais hipocrisiassssssss!!!!!!
A sociedade não quer apenas mais uma religião, ela quer A RELIGIÃO, A FILOSOFIA, A PROPOSTA DECENTE que não subestime a sua inteligência, que não a faça de idiota, que não outorgue a pecha de “palhaços” para as pessoas.
No entanto a gente encontra aquele Espiritismo que nos foi apresentado por Allan Kardec, totalmente adulterado, intolerante, discriminador, triste, chato e até cometendo atos de elevado teor de imoralidade e decadência, por conta do desequilíbrio de perturbados que estão a frente de instituições, exatamente aquelas que se auto proclamam coordenadoras do movimento, em um estado e em uma cidade?
Cegos tentando guiar cegos!!!
Meus amigos, ultimamente eu tenho viajado demais, por várias cidades do Brasil, e vi, em todas elas, relatos de atos os mais vergonhosos, calhordas e descarados possíveis, por parte de instituições que se acham as donas do Espiritismo nas respectivas regiões.
A intolerância continua presente e em crescimento! Os atos obscuros que ocorrem nos bastidores de algumas federações, uniões espíritas, CREs, UREs, AREs e todos esses órgãos que se acham donos do Espiritismo, chegam a níveis lamentáveis e repugnantes, vocês não têm idéia.
Uma coisa eu posso garantir, sem medo de errar: Se nos dias atuais ainda fosse permitido levar pessoas à serem queimadas vivas na fogueira da inquisição, não tenham a menor dúvida de que muitos espíritas, expositores, palestrantes, escritores e comunicadores já teriam sido queimados, pelos próprios espíritas, muito “fraternalmente”, com muito “amor” e com muita “caridade”. Com certeza vocês não estariam lendo este artigo, porque eu já teria ido há muito tempo.
Vejam bem: Não estou dizendo que seriam queimados pelo padre Quevedo e outros de visões semelhantes, estou dizendo que seriam queimados pelos próprios espíritas!
O pior de tudo é que a canalhice é tão camuflada, no exercício da hipocrisia no seu mais profundo significado, que os autores dos atos imorais e ilícitos não assumem a autoria, não deixam que ninguém saiba que eles fazem o que fazem, conscientes que são de que o que estão fazendo é, de fato, coisa imoral porque, se assim não o fosse, não teriam a menor dificuldade em assumir, registrar em atas e assinarem responsabilidades pelo que fazem.
Continuam nas tribunas dos seus centros, com as caras mais cínicas do mundo, na base do “vamos pedir a Jesus para nos abençoar na noite de hoje”, “muita paz, meus irmãos”, “vamos elevar nossos pensamentos à Deus”... etc. etc. etc. como se nada estivesse acontecendo.
É uma vergonha, gente, o que tem acontecido; é uma tristeza.
Sei que isto não é coisa de hoje, porque ocorre há muito tempo, desde os tempos de Kardec (sua primeira vítima) e eu mesmo fui, também, vítima desse tipo de safadeza, quando morava em Belém do Pará, quando uma grande instituição espírita daquele estado enviou cartas reservadas e sigilosas a todos os centros espíritas da região, para que não divulgassem, não prestigiassem e recomendassem às pessoas para não irem a um evento que eu estaria promovendo naquela cidade, com o palestrante Estêvão Camolesi (hoje vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, SP), porque “ouviram dizer” fofocas envolvendo o seu nome e decidiram colocá-lo no “index librorum prohibitorum” local, mesmo sem conhecê-lo e sem lhe dar a menor chance de defesa.
Como pirraça, dizendo um NÃO bem sonoro àquela canalhice, eu fiz uma campanha gigantesca em toda a imprensa local, inclusive com chamadas na emissora afiliada da Globo, nos jornais, nas rádios AM e FM e, como se não bastasse, botei dois trios elétricos na rua, a semana inteira, fazendo o maior barulho inclusive passando em frente aos centros espíritas que haviam aderido ao boicote.
Resultado: Na sexta-feira, primeira palestra do Estêvão, colocamos mais de 4 mil pessoas dentro do Ginásio de Esportes Jarbas Passarinho, do SESC, no sábado, mais de 4 mil pessoas, novamente, e no domingo mais de 5.000 pessoas, inclusive padres e freiras. Detalhe: A capacidade normal do ginásio era para 3.000 pessoas. Ainda arrecadamos quase 10 toneladas de alimentos não perecíveis. Está tudo isto gravado em vídeo e mostro a quem duvidar.
Não quero, com a citação, contar nenhuma vantagem, gente, e muito menos me colocar como competente na realização de eventos; o que quero dizer, com este exemplo, é como devem se comportar os espíritas, de todas as regiões do país, que continuam hoje a ser vítimas dessa mesma cachorrada, por parte das AREs, AMEs, UREs, Uniões e Federações.
É claro que não é toda ARE e Federação que faz esse tipo de coisa, posto que, felizmente, tem também muita gente digna e de caráter à frente de instituições como estas e que não admitem, de forma alguma, práticas tão imorais, tão contraditórias e tão sujas, em nome do Espiritismo, mas que existe muita gente imoral, isto é fato e pode ser comprovado, a qualquer momento, que os espíritas, vítimas disto, resolverem se documentar, investigar e filmar o que fazem, de Norte a Sul do País.
Eu não tenho problema em fazer palestras, porque não me faltam convites de tudo quanto é lugar, apesar de em muitas localidades ter gente que não quer me ver nem pintado de ouro (eu denuncio mesmo as canalhices, que de fato existem, e eles morrem de medo), muito pelo contrário, eu nem tenho podido atender a todos os convites que me chegam; a minha preocupação maior é com os expositores locais, de cada região, que, por não serem conhecidos em nível nacional, ficam totalmente impedidos de fazer palestras, coisa que eles gostam, pelas mordaças que os canalhas lhes impõem, o que dá pena.
Talvez você pergunte:
- “Mas, o que fazem esses expositores locais, para serem punidos dessa maneira? São traficantes de drogas? Contrabandistas? Bandidos criminosos e assassinos? Estupradores, pedófilos ou coisa parecida?”
Claro que não. São pessoas de bem, homens honrados, dignos, bons pais de famílias, sem qualquer antecedente policial e cidadãos de conduta ilibada. São condenados apenas porque um ou outro membro do “staff” espírita da região cismou de não ir com a cara, pelo fato do mesmo pensar, escrever ou falar alguma coisa que não está rigorosamente dentro daquilo que o movimento local quer, o que não quer dizer que esteja contra a Doutrina Espírita, e pronto, é o suficiente para que seja instalado o processo inquisitorial.
Gente, o despreparo espírita é enorme.
O nosso movimento está cheio de gente assim:
- “Eu não valho nada, com certeza fiz muitas maldades no passado”.
- “Eu estou melhor do que mereço”.
- “Quem sou eu, meu irmão, tem muita gente aí melhor do que eu”.
- “Meus obsessores é que me fazem crescer”.
Se o vento bate uma porta ou uma janela, o que foi que aconteceu?
- “Foram os obsessores”.
Se eu atropeço e caio na rua, na maioria das vezes por falta de atenção, o que foi que aconteceu?
- “Foram os obsessores que me derrubaram”.
- “Psiu! Vamos fazer silêncio, isto aqui é lugar de respeito”.
- “Fale baixo, você está no centro espírita”.
- “Venha na paz de Jesus, meu irmão. Use o médium, mas tenha resignação”.
Se algum espírita faz um belo trabalho de arte ou de qualquer natureza, ninguém pode reconhecer o mérito, não pode elogiar e muito menos aplaudir.
Isto implica em que para você ser espírita, necessariamente tem que ser frio, insensível, desumano, indiferente e mal educado. Tudo isto sob o pretexto de não incentivar a “vaidade” do próximo.
O que incomoda mesmo é a vaidade do próximo ou as suas frustrações de não ter capacidade para produzir nada que se destaque?
As pessoas não podem falar das suas intimidades e não podem ter desejos sexuais, porque, necessariamente, são qualificadas com obsedadas, influenciadas por espíritos vampiros do sexo, sugadores de energias e todo esse festival de bobagens que inventaram em nosso movimento. Na cabeça espírita, sexo continua coisa imoral, pecaminosa, proibitiva, obsessiva, indecente, perturbadora, etc...
Que diabo de espiritismo é esse, gente?
Não duvidem se alguém, ao ler esta minha citação, vir com aquela apelação ridícula de dizer que “O Alamar está querendo que tudo mundo faça sexo explícito dentro da casa espírita”, porque é só isto que as mentes de minhocas são capazes de entender, quando se faz abordagem como esta.
Alguém leva um bom projeto para uma ARE, uma Federação ou um centro espírita, qual a atitude?
- “Vamos levar à apreciação da diretoria, não temos a menor pressa”.
O pior é que passam-se anos e anos, ninguém fala no assunto e não se deixa o idealizador fazer aquilo que muitas vezes é de simples execução.
Qualquer pessoa pode ser presidente ou diretor de um centro espírita, AME, ARE ou Federação e se achar no direito de vetar, inclusive aquilo que ele não entende, não faz o menor esforço em entender e nem dá direito a quem entende de explicar como a coisa é e como funciona.
- “Eu sou diretor! Eu sou o presidente! Aqui quem manda sou eu!”
E haja gente fazendo prece, querendo explicar a Jesus como as coisas são, porque ele, certamente não deve saber de nada o que está ocorrendo ali.
Um monte de donos da verdade que, supostamente, entendem tudo, absolutamente tudo o que diz respeito ao mundo espiritual, a ponto de condenar outros confrades, porque, o seu conhecimento é total e absoluto. Dá até a impressão de que ele possui alguma nave que, costumeiramente, o leva a viagens a Júpiter, Netuno, Saturno e até fora do sistema Solar, tamanho o seu conhecimento de todas as dimensões espirituais, haja vista a sua presunção de querer limitar o que existe ou deixa de existir na imensidão espiritual. Tenho impressão de que conhece até a estrela Antares, já deu várias voltas pela constelação de Hércules e outras.
Até teses de Albert Einstein foram questionadas agora, com a descoberta de velocidades maiores que a da Luz, mas os conceitos dos donos da “verdade” espírita são inquestionáveis, porque além das suas cabeças não existe mais nada. Agem exatamente igual aos imbecis da antiguidade que afirmavam que o Sol girava em torno da Terra e ainda ameaçavam de mandar para a fogueira quem questionasse o assunto.
Não se pode falar da condição profissional de confrades, numa casa espírita, sob a argumentação de que é proibido fazer propaganda.
Se um espírita é dono de uma padaria, ninguém pode falar para os outros e muito menos recomendar o seu pão; se é médico cardiologista, ginecologista, ortopedista ou de que especialidade for, ninguém pode recomendá-lo; se é advogado ninguém pode recomendar o seu escritório...
Gente, que diabo é isto?
Onde está escrito, na codificação da doutrina, que devemos ser frios, indiferentes, desumanos e omissos em relação aos nossos próprios companheiros?
Há espíritas que chegam a tal ridículo de repudiar até quem vende livros!!!!, o produto que um país mais precisa, para sair da ignorância, como se vender livros fosse vender maconha e cocaína ou qualquer outro produto nocivo à saúde ou à moral.
Queremos espiritismo autêntico, falsificado não serve!!!!!
Alguns se limitam a definir este tipo de abordagem apenas com o cômodo: “O Alamar só fala mal do espiritismo”, como sequestionar PARTE do movimento espírita fosse falar mal do Espiritismo, que nada tem a ver com isto, ou fosse generalizar TODO o movimento espírita, onde tem, também, gente maravilhosa realizando trabalhos extraordinários.
Enquanto isto o lixo continua sendo varrido para debaixo do tapete, as células cancerosas do movimento continuam em crescimento sem qualquer tratamento e só Deus sabe em que vai dar isto.
“O futuro do Espiritismo será aquilo que os homens fizerem dele”, já nos alertava Leon Denis.
Que futuro terá o Espiritismo se o presente está desse jeito?
E vamos continuar fingindo que está “tudo na santa paz, meu irmão”?
Vamos continuar fugindo da realidade, com esse papo de “isto é conversa do Alamar”?
O pior cego não é o que não quer enxergar, é o que não faz o menor esforço para enxergar.
Com um forte abração.
Alamar Régis Carvalho
www.redevisao.net
www.alamarregis.com
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