Prezado leitor, no dia 1º do corrente mês, publicamos o artigo com o título acima e que tem como fonte de pesquisa o Livro da Codificação Espírita A Gênese. Vimos agora apresentar ao amigo leitor, a 2ª. parte.
Destacamos no artigo anterior o natural e o sobrenatural, tendo concluído que, sobrenatural é somente Deus. Ainda dentro do capítulo, também podemos afirmar que o Espiritismo não faz milagres. É por óbvio, todas as manifestações da natureza estão vinculadas às Leis Naturais criadas por Deus.
Por exemplo, em matéria de cura do corpo orgânico, a Lei Divina se faz presente através da atuação médica, com intervenção cirúrgica ou através de medicamentos ministrados. Todos estes compostos, para que o evento aconteça, estão dentro de um campo ou de uma realidade já vinculada às Leis Naturais. Sem isso, não ocorreria nem mesmo a intervenção médica. Mesmo que determinada cura não ocorra, ainda assim, continua dentro das Leis Naturais, pois estas são causal e não de efeito. E, sabemos muito bem, por mais paradoxal que pareça que a não cura, ou o resultado não esperado, muitas vezes é o remédio salutar para aquela determinada pessoa.
Assim também, caro leitor, ocorre com as intervenções espirituais através dos médiuns (intermediários entre o mundo espiritual e o físico).
Tudo está dentro das Leis Divinas ou Naturais, tudo obedece a uma ordem. Diz no item 9 do Livro A Gênese: “Os fenômenos espíritas consistem nos diferentes modos de manifestação da alma ou Espírito, seja durante a encarnação, seja no estado de erraticidade.” (intervalo entre as reencarnações).
Portanto, é através de suas manifestações, que é revelado à existência, a sobrevivência e a individualidade do Espírito. Este fato já não é um “milagre Divino?”.
Neste campo, os seus efeitos constituem o objeto principal das pesquisas e dos estudos do Espiritismo.
Como dizem os Imortais e o Mestre Allan Kardec: Fatos considerados como milagrosos, os quais sucederam antes do advento do Espiritismo, e que ainda se passam em nossos dias, encontram explicação nas leis novas que a Doutrina Espírita veio revelar. Nada tem de sobrenatural.
É importante destacar: quando se trata de fatos autênticos, e não de casos que, sob o nome de milagres, são produtos de uma indigna subtileza, feita com o propósito de explorar a credulidade e nem de casos legendários que, em sua origem, podem ter tido um fundo de verdade, mas, como diz em A Gênese , que superstição ampliou até o absurdo.
E ressaltamos, amigo leitor, que sobre tais fatos, o Espiritismo vem lançar luz, proporcionando a todos distinguir entre o erro e a verdade. E assim, caminhar, sem a trave nos olhos ou, melhor, na mente, para progredir em intelectualidade e espiritualidade.
Vamos estudar? Vamos refletir sobre isso? Muita paz a todos.
Antonio Tadeu Minghin

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